Hiperglicemia: Riscos da Glicemia Alta para a Saúde

mulher medindo glicemia
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A hiperglicemia persistente, associada ao diabetes, é uma condição de saúde relacionada a diversos problemas de saúde, como retinopatia, nefropatia e neuropatia

Quando pensamos em glicose, a primeira coisa que vem à mente é… doce, não é mesmo?

Pois é isso mesmo: a palavra glicose vem do grego e significa: “doce”.

Ela também é conhecida pelos nomes de glucose ou dextrose, e pode ser encontrada na natureza, especialmente nas frutas.

O que torna a glicose tão importante para nós é que ela é a principal fonte de energia do corpo, além de ter o papel de regulador da energia no metabolismo.

Mas, para que o organismo possa executar esses processos internos de forma adequada, é fundamental que a quantidade de glicose presente no sangue esteja dentro de valores específicos: por isso, tanto o excesso de glicose no sangue como a sua falta podem acarretar diversos problemas de saúde, alguns deles muito graves, como veremos mais adiante.

Glicemia: A Concentração de Glicose no Sangue

Se a glicose é a principal fonte de energia para o nosso metabolismo, a glicemia é a concentração de glicose presente no sangue.

Em linhas gerais, essa concentração precisa estar dentro dos valores recomendados; valores altos ou muito baixos são indicadores de que alguma coisa não vai bem com o nosso corpo, e representam um sério risco de problemas maiores.

O exame de glicemia é usado para avaliar se a quantidade de glicose no sangue está dentro dos limites recomendados: nem muito alta, nem muito baixa.

Exames de Glicemia

Existem diversas formas de se medir a glicemia. Apesar das diferentes metodologias, todos os exames têm um objetivo em comum: aferir a quantidade de açúcar presente no sangue.

Geralmente, a glicemia é realizada de forma preventiva em todas as pessoas a partir dos 40 anos; no entanto, em casos de histórico familiar de diabetes ou da presença de fatores de risco, como obesidade, é recomendado realizar o exame mais cedo.

O exame de glicemia é na verdade muito simples: uma pequena amostra de sangue é colhida e levada para ser analisada no laboratório.

Existem tres tipos principais de exames de glicemia:

  1. Glicemia de jejum;
  2. Glicemia pós-prandial;
  3. Hemoglobina glicada.

1. Glicemia em jejum

A glicemia em jejum é realizada através de um exame de sangue convencional, após um período de jejum que varia de 8 a 12 horas, e serve para verificar se há hipoglicemia (açúcar baixo) ou hiperglicemia (açúcar elevado).

  • Glicemia de jejum baixa ou hipoglicemia: igual ou inferior a 70 mg/dL;
  • Glicemia em jejum normal: menor do que 1190 mg/dl;
  • Glicemia em jejum alterada: entre 111 e 125 mg/dl;
  • Diabetes: superior a 126 mg/dl.

2. Glicemia pós-prandial

Nesse caso, o exame de glicemia é realizado após a refeição e, portanto, não necessita de jejum.

No caso das pessoas que fazem o exame de glicemia pós-prandial, o  nível normal da glicemia após a refeição deve ser inferior a 140 mg/dl. Quando a glicemia pós-prandial está entre 140 e 200, temos uma Intolerância à glicose ou pré-diabetes. Valores acima de 200 são considerados elevados e já caracterizam o diabetes.

3. Hemoglobina glicada

O exame da hemoglobina glicada, ou Hemoglobina A1c, também é feito a partir do exame de sangue, mas não é fundamental estar em jejum.

A hemoglobina glicada é muito importante para determinar o nível de controle do tratamento do diabetes. Este exame mede a glicemia por meio da análise da ligação entre a hemoglobina e a glicose. Dessa forma, consegue-se determinar o nível médio da glicemia dos últimos 90 dias.

Os valores para o exame de hemoglobina glicada são apresentados na forma de percentuais.

Pessoas com hemoglobina glicada maior que 6,0% podem estar com diabetes e devem ser investigadas.

Outros Exames para a Glicemia

Teste de tolerância à glicose

O teste de tolerância à glicose (TTG), ou curva glicêmica, a pessoa ingere um líquido rico em glicose e faz várias tomadas de sangue ao longo de um período de duas horas. As amostras de sangue colhidas irão avaliar como o corpo lida com a ingestão de açúcar.

Assim, a curva glicêmica é a maneira mais eficiente de dizer se uma pessoa é ou não diabética.

A avaliação da glicemia pós-prandial ou dos níveis de glicose após duas horas de um TTG é feita a partir dos seguintes valores:

  • Glicemia Normal: menor do que 140 mg/dl;
  • Pré-diabetes: entre 141 e 199 mg/dl;
  • Diabetes: maior do que 200 mg/dl.

Glicemia capilar

O teste de glicemia capilar é bastante simples e utiliza um pequeno aparelho que pode ser adquirido  com facilidade em farmácia, chamado glicosímetro.

O exame é feito analisando apenas uma gota de sangue, obtida por meio de uma rápida picada no dedo, e colocada no glicosímetro. O valor pode ser visualizado após alguns segundos, através de um display.

O que é Hiperglicemia

Como vimos, existem diversos exames para medir a glicemia.

Eles são utilizados para responder à mesma pergunta:

A glicemia está alta ou está baixa?

São considerados normais os níveis de glicose no sangue em jejum entre 70 e 100 mg/dL e entre 100 e 140 mg/dL após as refeições (2 horas depois).

A hiperglicemia significa elevado nível de glicose no sangue.

O que torna a hiperglicemia perigosa é que ela pode estar associada ao diabetes tipo 2, uma doença que se caracteriza pelos elevados níveis de glicose no sangue.

Sintomas de Hiperglicemia

A maioria dos pacientes com glicemias moderadamente elevadas não apresenta qualquer sintoma, o que faz dessa doença uma ameaça silenciosa.

Por outro lado, quando os níveis de açúcar sobem muito, alguns sintomas podem aparecer. Veja alguns dos sintomas que uma pessoa com uma glicemia alta — superior a 200 mg/dL pode apresentar:

  • Excesso de  sede;
  • Excesso de urina;
  • Fome excessiva;
  • Emagrecimento;
  • Cansaço;
  • Apatia;
  • Visão embaçada;
  • Pele seca;
  • Dificuldade em cicatrização;
  • Dor de cabeça;
  • Alteração do comportamento.

Causas da Hiperglicemia

Existem diversas doenças que cursam com aumento da glicose no sangue:

  • Pré-diabetes;
  • Diabetes mellitus;
  • Diabetes gestacional;
  • Estresse;
  • Hipercortisolismo;
  • AVC;
  • Pancreatite;
  • Infecções;
  • Uso de medicamentos;
  • Uso de drogas ilícitas.

Riscos da Hiperglicemia

A hiperglicemia do diabético representa um sério risco para a saúde.

Os níveis elevados de glicose no sangue podem conduzir, a longo prazo, a alterações irreversíveis na saúde; por isso, é importante que pessoas diagnosticadas com hiperglicemia procurem atendimento médico.

Dentre as possíveis complicações decorrentes da hiperglicemia, cabe destacar:

Controle da Glicemia

Mas o que fazer no caso de hiperglicemia?

Nesse caso, é importante diminuir a quantidade de açúcar no sangue.

Muitas vezes, esse objetivo pode ser alcançado através da alimentação adequada e da prática regular de exercícios físicos e uso de algumas medicações.

No entanto, há casos em que se faz necessário o uso de medicamentos mais complexos e até, eventualmente, injetáveis.

Um clínico, cardiologista ou um endocrinologista deve acompanhar de perto a pessoa com glicemia alterada, avaliando a necessidade e o ajuste de medicações.

Veja agora algumas das mudanças no estilo de vida que podem colaborar para diminuir a quantidade de glicose no sangue:

  • Praticar atividades físicas;
  • Manter uma alimentação saudável;
  • Evitar álcool e tabaco;
  • Evitar o consumo de açúcar;
  • Comer hortaliças e legumes regularmente;
  • Aumentar a ingestão de fibras;
  • Estabelecer horários para as refeições.

Diabetes Tipo 2 e Pré-Diabetes

Como vimos, o diabetes é uma doença crônica caracterizada pelo aumento de glicose no sangue.

Isto acontece quando o pâncreas deixa de produzir insulina em quantidade suficiente para processar o açúcar presente no corpo.

Como consequência, o nível de glicose no sangue fica alto, levando a um quadro de hiperglicemia.

Se os valores estiverem acima de 126mg/dl, é bem provável que a pessoa tenha o diabetes tipo 2.

No entanto, se a taxa de glicose no sangue em jejum estiver entre 100 e 125 mg/dl, a pessoa é portadora de glicemia de jejum alterada, uma condição chamada de pré-diabetes.

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