Cirurgia Metabólica

Uma Vida Nova Para Pessoas
com Diabetes Tipo 2

o que é a cirurgia metabólica?

A cirurgia metabólica é um procedimentos altamente eficaz no tratamento de diversas doenças relacionadas ao excesso de gordura corporal.

A cirurgia metabólica é um procedimento eficaz no tratamento de diversas doenças relacionadas ao excesso de gordura corporal.

  • Ajuda a controlar o excesso de peso de forma equilibrada
  • Colabora com queda dos níveis de colesterol ruim (LDL) e aumento do bom colesterol (HDL)
  • Melhora da pressão arterial, levando a uma redução do risco cardiovascular
  • Eficaz no tratamento do diabetes tipo 2, devido à alteração benéfica de hormônios relacionados à obesidade

Para quem é indicada?

A Cirurgia Metabólica é indicada para pacientes com IMC acima de 30 que não estejam conseguindo controlar a doença com o uso de medicamentos.

IMC

Pessoas obesas com IMC acima de 30kg/m2 que não obtiveram sucesso com os tratamentos conservadores

Idade

A idade mínima para realizar a cirurgia metabólica é de 30 anos e a idade máxima é de 70 anos

Tempo de doença

Pessoas com diagnóstico definido de diabetes tipo 2 há menos de 10 anos podem fazer a cirurgia metabólica

Indicação

Pessoas sem controle clínico adequado a despeito do uso de medicações e mudanças no estilo de vida

Perguntas Frequentes

Veja algumas das dúvidas mais frequentes sobre o diabetes tipo 2 e a cirurgia metabólica​

Veja quais são os fatores que devem ser analisados ao recomendar a cirurgia metabólica para um paciente:

  • IMC

Há muitos anos, as pessoas com diabetes e IMC maior que 35 já têm indicação para uma cirurgia metabólica.  Entretanto, nos últimos 10 anos estabeleceu-se a indicação cirúrgica também para aqueles que têm obesidade leve (IMC entre 30 e 34,9). Embora a comunidade científica considere que a quantidade e a localização da gordura sejam mais específicas, como regra geral o Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou o IMC mínimo de 30 como limite inferior para indicação.

  • Idade

Apesar da cirurgia bariátrica estar indicada para pessoas com idade acima de 16 anos e a literatura médica mundial estar repleta de estudos mostrando segurança e efetividade até em crianças, para efeito formal de indicação, nos casos de Cirurgia Metabólica, o CFM limitou a idade entre 30 e 70 anos. Fora desses parâmetros, apenas pacientes com IMC maior que 35, pois as regras se baseiam na indicação clássica de cirurgia bariátrica.

  • Tempo de doença

Pacientes com tempo mínimo de 2 anos de doença que não obtiveram sucesso com medicações e mudança no estilo de vida, e acompanhamento regular com um endocrinologista, podem se submeter ao tratamento cirúrgico do diabetes. O CFM estipulou o tempo máximo de doença em 10 anos. Essa limitação deveu-se à constatação de que um tempo muito prolongado de doença (diabetes) reduz a probabilidade de remissão total da doença. Entretanto, apesar disso, sabemos que mesmo nos casos onde não há uma plena normalização dos níveis glicêmicos, o melhor controle da doença se traduz em menos chance de complicações sobre rins, coração, cérebro e retina, refletindo em menor risco de morte.

Existem diversos tipos de cirurgia que podem ser realizadas em pacientes com obesidade e doença metabólica/bariátrica, entretanto, para as pessoas com indicação puramente metabólica (IMC entre 30 e 35),  apenas o Bypass Gástrico e a Gastrectomia Vertical se aplicam.

O Bypass Gástrico é a modalidade mais praticada no Brasil, correspondendo a aproximadamente 75% das cirurgias realizadas. Trata-se de um procedimento criado há mais de 50 anos nos Estados Unidos e que ao longo do tempo sofreu adaptações e transformou-se no padrão ouro da cirurgia bariátrica.

A gastrectomia vertical, também conhecida como Sleeve se caracteriza por transformar o estômago em um tubo com capacidade de 100 a 150 mililitros (ml) , sem a necessidade de desvio do alimento do seu trajeto natural. É uma técnica mais recente, com cerca de 15 anos de história, que pouco a pouco ganhou a preferência de médicos e pacientes em todo o mundo, a ponto de ser o procedimento mais utilizado no mundo para o tratamento da obesidade. A portaria do CFM determinou que o Bypass Gástrico deve ser a técnica de primeira escolha para indivíduos com IMC abaixo de 35, com o Sleeve sendo utilizado como segunda escolha. Ambas as técnicas podem ser feitas através da Videolaparoscopia, processo minimamente invasivo que utiliza microcâmeras e delicados instrumentos introduzidos no abdome por pequenas incisões.

A cirurgia bariátrica ou cirurgia metabólica é um procedimento seguro extremamente eficiente no tratamento da obesidade, assim como das doenças associadas ao excesso de gordura corporal, com destaque para os casos de obesidade mórbida e obesidade grave. O grande diferencial da cirurgia metabólica é o fato desse procedimento alterar de forma benéfica a produção de hormônios relacionados à obesidade, favorecendo tanto a perda de peso como o tratamento e até mesmo a cura de diversas doenças endocrinológicas, como diabetes tipo 2, hipercolesterolemia, hiperuricemia e hipertensão.

Grande parte das pessoas com diabetes tipo 2 não apresenta sintomas da doença, o que as leva a crer que estão saudáveis, quando na verdade estão colocando a própria saúde em risco. Normalmente os sintomas só aparecem quando há uma grande descompensação da doença, ou seja quando o açúcar está em níveis muitíssimo elevados. Nesses casos podem aparecer sede excessiva, urina em grande quantidade sem a proporcional ingestão de líquidos, fome excessiva, perda de peso, fadiga e, visão turva, entre outros. Esses sintomas acima descrito dão ao diabetes descompensado o apelido de “Doença do P”:  polidipsia (sede), poliuria (urinar muito), polifagia (comer muito), perda de peso e prostração.

Existem diversos fatores de risco que podem levar uma pessoa a desenvolver o diabetes tipo 2, sendo que o principal deles é a obesidade, e em particular aquela obesidade chamada visceral, onde a maior parte da gordura corporal se acumula no abdome. Quanto maior o Índice de Massa Corporal (IMC), maiores as chances de se tornar diabético. Entretanto, a maior parte dos diabéticos tem o IMC ao redor dos 30. Mas também existem outros fatores de risco: idade, sedentarismo, hipertensão, consumo excessivo de álcool e histórico familiar de diabetes tipo 2.